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Bahia: Maior “gato” de água da Bahia roubava 40 mil litros por dia e custou R$ 14 mil reais a EMBASA


Durante uma operação, a empresa flagrou 25 ligações clandestinas, que furtavam água de uma rede localizada na BA-447, na saída de Barreiras.
  
 Em operação realizada na última sexta-feira, 06, em Barreiras, no oeste da Bahia, a Embasa flagrou 25 ligações clandestinas, que furtavam água de uma rede distribuidora localizada na BA-447, na saída de Barreiras para Angical.

Segundo estimativa da empresa, estavam sendo desviados cerca de 40 mil litros de água por dia, o que vinha prejudicando o fornecimento de água nos povoados de Barreiras Norte, Nanica e Riachinho.
Esta quantidade de água era suficiente para abastecer 80 famílias com quatro pessoas diariamente. Esta foi a quinta vez que a Embasa retirou ligações clandestinas neste ponto da rede distribuidora. Depois do flagrante realizado com o apoio da Polícia Civil, técnicos da Embasa retiraram a rede clandestina, com o objetivo de dificultar a ação irregular. Foram encontrados ainda um grande reservatório e um carro pipa estacionado em um dos imóveis, o que levou a suspeita de venda irregular de água. Também foram identificados muitos tonéis e caixas d´água para reservar a água adquirida de forma clandestina.
De acordo com um dos moradores, intimado pela polícia civil, a rede clandestina custou cerca de R$ 14 mil, rateados entre os moradores, para levar clandestinamente a água da rede da Embasa até as suas casas. O gerente regional da empresa, Francisco Araújo Andrade, explica que era disponibilizado diariamente cerca de 60 mil litros de água por dia para abastecer somente o povoado de Barreiras Norte. “No entanto, somente 20 mil litros de água por dia estava abastecendo os imóveis devidamente cadastrados na Embasa, sendo que o restante da água estava sendo desviada”, afirma.
Desde o início de 2017, a Embasa começou a intensificar o combate a irregularidades na rede distribuidora, a exemplo de ligações clandestinas (conhecidas como “gatos”) e violação de hidrômetros (medidores). “Foram definidas duas novas equipes que vão atuar em toda a cidade para identificar e retirar estas irregularidades e punir os responsáveis”, diz Andrade.
Qualquer intervenção no hidrômetro e na rede da Embasa com o intuito de furtar água é qualificada como crime contra o patrimônio, de acordo com o artigo 155 do Código Penal Brasileiro, cujo parágrafo 3º, ao tratar de furtos, equipara “à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico”. O usuário que estiver nessa situação deve se antecipar e procurar um ponto de atendimento da Embasa para regularizar sua ligação. Caso a população identifique alguma ligação clandestina, pode denunciar pelo 0800 0555 195.

Por Ascom . Embasa.

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