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Naufragio em Rio de Contas: Localização de terceira vítima encerra maior tragédia da barragem de Rio de Contas

Claudio Marcio Silva Ramos foi localizado boiando quando faziam novas buscas pelo local. Naufrágio ocorreu no sábado e paralisou o município.
Os corpos das duas últimas pessoas que permaneciam desaparecidas após uma canoa afundar na Barragem do Brumado, em Rio de Contas, cidade na região da Chapada Diamantina, foram localizados na tarde desta quinta-feira (22), após cinco dias.

A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros e pela Marinha, responsáveis pelas buscas. O primeiro a ser localizado foi o jovem Robson Cruz Novaes, de 23 anos, por volta das 14h30, segundo a Marinha. O corpo estava a cerca de 10 metros do local do acidente. Cerca de três horas depois, quando os bombeiros já estavam encerrando as buscas, o corpo de Márcio Cláudio Silva, de 29 anos, também foi encontrado. Os corpos deverão ser encaminhados para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Brumado, onde devem passar por necropsia e pelo reconhecimento de familiares. Na quarta-feira, o corpo de uma mulher que também estava na canoa no momento do acidente foi encontrado na barragem. As buscasm envolveram bombeiros de Vitória da Conquista, Salvador, Jequié, Lençóis e Paulo Afonso, além de agentes da Marinha que atuam em Ilhéus.

Acidente
O acidente aconteceu por volta das 17h30 do último sábado (17). Além dos três mortos, outras três pessoas estavam na embarcação, mas conseguiram nadar até a margem da barragem. O grupo estava indo acampar quando a embarcação afundou. A estudante Ana Clara Cruz, que conseguiu nadar até a margem da barragem, estava com a irmã na embarcação e lembrou do momento em que tentou salvá-la. “Quando eu fui salvar minha irmã, a outra menina me puxou pelas pernas e eu afundei. Na hora que eu fui levantar de novo, fui puxada pelo cabelo. Aí nessa hora que eu levantei, eu não consegui ver minha irmã mais”, disse.
Ana Clara contou que o grupo estava indo acampar do outro lado da barragem, e disse também que a embarcação estava com muito peso. “Tinha cerveja, refrigerante, gelo, carne em uma sacola, tinha colchão, uma barraca. A gente ia acampar do outro lado”, lembra. Um outro sobrevivente também contou que tentou salvar os amigos e disse que chegou a ver um dos desaparecidos nadar em direção ao outro lado. “Todo mundo ficou desesperado. Eu consegui pegar o isopor, dei para duas pessoas, mas quando voltei para ajudar não tinha ninguém, um saiu nadando desgovernado”, contou.





Por(G1 . Rede Bahia)

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