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Poços artesianos: vantagens e riscos

Atualmente a perfuração de poços artesianos tem sido uma alternativa para adquirir água potável. Um poço artesiano retira água de reservas subterrâneas encontradas no solo e nos espaços entre as rochas. Em sua maioria, a água extraída lá debaixo é mais pura e com maior porcentagem de sais minerais.
Grande parte da água para uso humano é subterrânea, e nas últimas décadas o Brasil teve um aumento considerável em sua utilização para o abastecimento público,  apesar dos poços artesianos serem proibidos por lei.
Essa proibição aconteceu porque o aumento da população, a industrialização crescente e as modificações no uso da terra, podem tornar esta água contaminada. Segundo o engenheiro sanitarista e ambiental, Diego Dal Magro, quando se tem posto de gasolina, canis ou galinheiros próximos aos poços, o risco de contaminação torna-se muito elevado, além de prejudicar os aquíferos.
A água poluída pode levar à transmissão de doenças, ou até à morte, por transportar substâncias químicas altamente prejudiciais. Mesmo que a água se encontre aparentemente limpa e sem odores, recomenda-se que elas sejam utilizadas para fins não potáveis.






Por:DOCOL

Por Emerson Santiago
Recebe o nome de poço artesiano a espécie de poço perfurado para captar água no subsolo e que não depende do uso de bombas, pois a pressão liberada da própria corrente d´água  realiza todo o serviço naturalmente. O poço artesiano tem vazão de água até mil vezes superior que o comum: 2 m³ (2 mil litros) em média. A vida útil fica por volta de 40 anos.
Ilustração: Bukhavets Mikhail / Shutterstock.com
Ilustração: Bukhavets Mikhail / Shutterstock.com
Além dos poços artesianos, existem ainda os poços semi-artesianos, geralmente com uma profundidade menor que a do artesiano, e não são jorrantes, ou seja, necessitam de uma bomba para trazer a água. Finalmente, temos os poços micro-artesianos, termo de natureza comercial, usada para se referir aos poços comuns manuais, mais profundos, de até trinta metros.
Mais profundo que os poços comuns, também chamados de cisternas ou cacimbas, (que dificilmente têm mais de 20 metros), o poço artesiano é perfurado por máquinas de empresas especializadas. Para a operação, é necessária uma área de 7 metros de largura por 25 metros de comprimento, além do emprego de 2 a 4 caminhões para se conseguir um poço de uma profundidade que varia entre 100 e 1.500 metros. Após a perfuração, o poço é revestido com tubos de aço, e requer um filtro especial.
A sua água possui ainda uma característica positiva, que é o fato de ser cristalina e ter permanecido livre de qualquer contaminação, devido à profundidade. Por outro lado, a construção do poço constitui um investimento alto e de certo risco, já que em alguns dos poços cavados não é encontrada  água.
Os poços artesianos dependem também de manutenções preventivas, para evitar problemas geológicos e até mesmo mecânicos. A cada um ano e meio, ou dois anos no máximo, devem ser realizadas análises para apurar a qualidade da água, a integridade dos equipamentos, e no caso de poço semi-artesiano, conferir a moto bomba.
O custo de perfuração de um poço artesiano é alto, trazendo, porém, compensações a longo prazo. A área próxima terá disponível sua própria fonte, podendo se desvincular totalmente ou parcialmente da companhia de fornecimento local. Em locais onde é precário o abastecimento, tornam-se uma verdadeira revolução para a comunidade. Caso o poço cubra totalmente as necessidades, paga-se à companhia apenas a taxa de esgoto. Outra vantagem proporcionada pelo poço artesiano é a garantia do abastecimento durante períodos de racionamento em épocas de maior consumo, como no verão, evitando a necessidade de contatar carros-pipa.
Bibliografia:
Perfuração e Instalação de Poços Artesianos. Disponível em: < http://www.pocoartesiano.net.br/>.
Poços artesianos. Disponível em: < http://www.sindiconet.com.br/6909/Informese/Economia-dagua/Poos-artesianos >.

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